Usina extrai energia das ondas e já está conectada à rede elétrica na Austrália

Usina extrai energia das ondas e já está conectada à rede elétrica na Austrália

Usina extrai energia das ondas do mar e já está conectada à rede elétrica da Austrália em um sistema diferente de outros dispositivos similares, uma vez que opera sob a água, onde se torna seguro em relação a grandes tempestades e intempéries do tempo e ainda ficam invisíveis da costa.

“Este é o primeiro conjunto de geradores de energia das ondas, conectado a uma rede elétrica, na Austrália e no mundo”, disse Ivor Frischknecht, CEO da Agência Australiana de Energia Renovável, em um comunicado. A Agência financiou 13 milhões de dólares do projeto de US$ 32 milhões.

As bóias submersas tem um formato redondo e ficam presas a bombas no fundo do mar, que são instaladas a uma profundidade entre 25 e 50 metros.

As ondas que quebram nas bóias, conduzem as bombas, empurrando a água do mar pressurizada, através de um gasoduto sob o leito do oceano a uma usina hidrelétrica em terra, onde a água de alta pressão, aciona uma turbina que gera eletricidade.

“A água de alta pressão também pode ser usada para abastecer uma usina de dessalinização por osmose reversa, substituindo ou reduzindo a dependência dos emissores de gás, e as bombas com motor elétrico que normalmente são exigidas para essas plantas”, segundo a empresa.

O projeto vai vender energia para o Departamento de Defesa Australiana fornecendo a maior base naval da Austrália, HMAS Stirling, que está localizada em Garden Island. E logo também vai vender água fresca para a base, uma vez que a usina de dessalinização recém-comissionada de Carnegie, está totalmente integrada no projeto.

Até agora, apenas duas das três bóias do projeto foram instaladas. Durante a fase de testes, a primeira unidade gerou 240kW com a capacidade máxima, operada com sucesso por mais de 2.000 horas.

Segundo o presidente-executivo da Carnegie Michael Ottaviano, o projeto poderia pavimentar o caminho para versões muito maiores, capazes de alimentar cidades.

via: http://www.sciencealert.com/

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